Prefeitura de Volta Redonda desapropria área de ocupação na divisa do município com Barra Mansa

**Anúncio da Desapropriação**

No dia 26 de agosto, a Prefeitura de Volta Redonda anunciou a desapropriação de uma área de ocupação localizada na divisa do município com Barra Mansa, às margens do Rio Paraíba do Sul. Essa informação foi revelada em uma reunião no gabinete do prefeito Antonio Francisco Neto, marcada pela presença de vários representantes da comunidade local e autoridades. O ato de desapropriação vem em resposta a uma situação que envolve diretamente 30 famílias que residem na área conhecida como Reflexo do Amanhã.

**Reunião no Gabinete do Prefeito**

A reunião que culminou na desapropriação contou com a participação do padre Juarez Sampaio, da defensora pública do estado, Luciene Torres Pereira, do procurador Geral do Município, Waldiney Alves de Oliveira, da subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, do coordenador do Movimento pela Ética na Política (MEP), José Maria da Silva, e do vereador Edson Quinto. Todos presentes para discutir a situação das famílias afetadas e encontrar alternativas para garantir a segurança de sua moradia.

**Impacto Social da Decisão**

A desapropriação foi uma medida decidida em conjunto, que busca oferecer segurança para as famílias que vivem na ocupação e contabiliza um passo significativo em direção à resolução de problemas habitacionais que afetam diversas comunidades da região. A área desapropriada envolve um espaço que, além de servir de moradia, também é mantido como um campo de cultivo comunitário, onde as famílias se alimentam e obtêm sustento através da agricultura e da criação de animais.

**Participação da Igreja Católica**

A Igreja Católica desempenhou um papel crucial nesse processo, ao acompanhar e apoiar as famílias que vivem na ocupação. A presença do padre Juarez Sampaio na reunião destaca a importância da atuação da igreja em questões sociais, que muitas vezes se interligam com as necessidades habitacionais e de dignidade das comunidades vulneráveis.

**Assistência da Defensoria Pública**

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, através de sua defensora Luciene Torres Pereira, também foi uma forte aliada das famílias vivendo na área desapropriada. A assistência legal foi fundamental para que se garantisse o devido processo, promovendo os direitos das famílias e garantindo que a desapropriação fosse feita de forma justa e em conformidade com a legislação.



**Histórico da Ocupação Reflexo do Amanhã**

A ocupação conhecida como Reflexo do Amanhã é um exemplo de como comunidades se organizam em busca de moradia. As 30 famílias que habitam o local formaram uma microcomunidade com laços sociais, econômicos e culturais. Essa organização é fundamental para a sustentação e a defesa de seus direitos, o que tem gerado um impacto positivo em suas vidas e em seu entorno.

**Planos para as Famílias Desalojadas**

Com a declaração de utilidade pública para a desapropriação, as famílias que se encaixam no perfil poderão ser inseridas no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Essa inclusão é vista como uma forma de garantir que a mudança ocorra sem deixar as famílias em situação de vulnerabilidade, garantindo, deste modo, sua segurança e bem-estar.

**Programas Habitacionais Disponíveis**

Além do programa Minha Casa, Minha Vida, há outros recursos disponíveis para aquelas famílias que enfrentam impedimentos legais. Programas como o Aluguel Social estão sendo oferecidos pela prefeitura para proporcionar um suporte imediato às pessoas que necessitam de assistência habitacional. Estas opções visam minimizar o impacto da mudança nas vidas das famílias afetadas.

**A Resposta da Justiça**

Em atenção à situação, a Procuradoria Geral do Município tomou providências legais para suspender a reintegração de posse da área desapropriada, que estava marcada para o dia 31 de agosto. Este movimento é crucial, pois proporciona um respiro para as famílias enquanto se estabelecem soluções habitacionais definitivas. A Justiça foi solicitada a reconsiderar a situação até que as chaves das novas unidades habitacionais sejam entregues.

**Expectativas para o Futuro**

O prefeito Antonio Francisco Neto expressou confiança em que a Justiça acolha o pedido para prolongar a permanência das famílias na área até que novas moradias sejam disponibilizadas. O objetivo é que as famílias possam se estabelecer em condições dignas, garantindo assim seus direitos à moradia e fomentando um ambiente mais seguro e estruturado para a comunidade.

A Prefeitura de Volta Redonda está comprometida em continuar trabalhando sobre questões habitacionais, alinhando-se com a Campanha da Fraternidade 2026, que possui como lema “Fraternidade e Moradia”. Há planos para a construção de mais 2 mil unidades do programa, focando em atender famílias que se encontram em situações similares, priorizando aquelas que vivem em ocupações irregulares. Este compromisso reflete a determinação da cidade em não apenas resolucionar a crise habitacional, mas também a garantir um futuro melhor para todos os seus cidadãos.



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